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Corona-phishing

Corona-phishing

A criação de falsos negócios, oferecendo produtos inexistentes por meio de sites, redes sociais, emails e ligações telefônicas, com o intuito de obter os dados bancários das vítimas, explodiu desde o início da pandemia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um comunicado em março do ano passado para alertar que alguns cibercriminosos estavam se passando por representantes da organização para obter doações falsas e roubar dados pessoais.

Mas, enquanto no início da pandemia essa forma de crime, conhecida como “phishing”, se concentrava em falsas campanhas de caridade ou na suposta venda de produtos muito procurados, como máscaras faciais, álcool gel ou desinfetantes, com o tempo os golpes se sofisticaram.

Na Argentina, alguns bancos tiveram que fechar seus perfis nas redes sociais depois que criminosos usaram as informações ali coletadas para esvaziar as contas de alguns clientes.

Os criminosos contataram pessoas que usaram as redes para relatar um problema em sua conta, dada a impossibilidade de atendimento pessoal nas agências bancárias, que por muitos meses permaneceram fechadas ao público.

Falando como representantes de banco, os criminosos conseguiram obter os detalhes da conta da vítima. Antes de esvaziá-la pela internet, eles pediram um empréstimo.

Assim, as vítimas não perderam apenas todo o dinheiro de suas contas. Elas também ficaram endividadas, em alguns casos por valores bem acima de sua renda.

Outra forma de golpe comum em países onde existe auxílio estatal a cidadãos mais pobres são ligações de pessoas que afirmam ser servidores do governo. Na realidade, eles são golpistas que buscam informações para roubar esses pagamentos.

Em janeiro passado, a FTC dos Estados Unidos informou ter recebido mais de 225 mil reclamações de consumidores relacionadas a esse tipo de fraude. No total, estima-se que mais de US$ 309 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) de ajuda financeira acabaram nas mãos de criminosos.

A agência americana também alertou sobre outra forma de fraude relacionada a dados bancários.

São pessoas que ligam para suas vítimas e dizem que estiveram com alguém cujo teste deu positivo.

Eles recomendam que façam o exame o mais rápido possível, oferecendo gratuitamente um teste domiciliar. Depois, informam que, para recebê-lo, será necessário fornecer o número do cartão de crédito para cobrir os custos de envio.

De acordo com as autoridades, esses golpistas tendem a atacar minorias e idosos.

Especialistas em segurança dizem que a chave para evitar essas armadilhas é lembrar que nenhum banco, agência estatal ou instituto de saúde entra em contato com solicitando informações confidenciais.

“É possível que (os criminosos) entrem em contato com você por telefone, e-mail, mensagens de texto, correio ou redes sociais”, alerta a página do governo dos EUA dedicada a “Fraudes e Golpes Comuns”.

“Proteja seu dinheiro e sua identidade não compartilhando informações pessoais como número de conta bancária, CPF ou data de nascimento”, aconselha o órgão.

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